A Tribuna da sessão ordinária desta terça-feira (7) teve como tema o Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (CMCTI), órgão que conecta governo, universidades e empresas para planejar e fiscalizar o desenvolvimento científico e tecnológico de Maringá.
A convite da vereadora Majô, a presidente do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, professora Keila de Souza Silva, destacou que o Conselho discute temas que impactam diretamente a cidade e a vida do maringaense.
O órgão tem a finalidade de propor soluções inovadoras para os desafios do município e conta com a participação de empresários, professores, estudantes e representantes de entidades sem fins lucrativos.
“Maringá possui ambientes de inovação reconhecidos no Estado, como pré-incubadoras que estimulam ideias a saírem do papel nas áreas de software, produtos químicos voltados ao agronegócio e à saúde, além de aceleradoras de empresas e um parque tecnológico com mais de 250 empresas”, enfatizou.
Keila ressaltou que esses espaços dialogam constantemente sobre como fortalecer o ecossistema de inovação e o desenvolvimento da cidade e também levantou questionamentos sobre os desafios futuros. “Será que estamos preparados para as mudanças que estão por vir? Há, por exemplo, a mudança na arrecadação do ISS. Muitas empresas produzem aqui, mas esse imposto nem sempre permanece no município. Como ficarão as empresas prestadoras de serviço nesse cenário?”
Outro ponto destacado por Keila foi a dificuldade crescente na contratação de mão de obra. “Há um apagão de mão de obra em vários setores como comércio e indústria e muitos empregadores relatam essa dificuldade. Precisamos refletir sobre como a educação está sendo preparada para essa nova realidade.”
Keila ressaltou ainda a importância da participação da população e do Legislativo. “A voz da população chega aos vereadores, que têm papel fundamental na criação de leis e no diagnóstico das necessidades da cidade. Quando há conexão entre o poder público e o Conselho, conseguimos ter uma visão mais ampla e estratégica do que acontece no município, articulando ações com planejamento de curto, médio e longo prazo”, disse.
Em referência à abril, mês de conscietização do autismo, a professora destacou também a importância de valorizar diferentes formas de pensamento. “O CEO da Palantir afirmou recentemente que mentes neurodivergentes, como pessoas com autismo e TDAH, ainda não podem ser moduladas pela inteligência articicial. Se a inteligência artificial ainda não consegue reproduzir esse tipo de raciocínio, como estamos olhando para essas pessoas? Estamos focando apenas nas limitações ou também nas potencialidades? Inovar também é mudar a forma como enxergamos as pessoas.”
A presidente da Câmara de Maringá, Majô, sublinhou que “inovação não é apenas tecnologia mas também passa por atualizar a legislação, simplificar processos, criar um ambiente que gere emprego, renda e mais oportunidade para cidade que já é referência mas que tem potencial para ir ainda mais longe”.
“Falamos muito sobre o futuro de Maringá, mas o futuro começa nas decisões que tomamos agora, no hoje. Não da para resolver os problemas antigos da cidade com as mesmas soluções de sempre. Precisamos inovar. Se queremos que Maringá avance, precisamos pensar e agir diferente e atualizar a forma que a cidade lida com inovação e empreendedorismo”, enfatizou.
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