A Câmara de Vereadores de Maringá recebeu na sessão ordinária desta terça-feira (16) o diretor-presidente do Instituto Sendas, pastor Erick Alexander Pérez Ortuño, que falou sobre a Corrida das Nações, realizada em 6 de junho em alusão ao Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho.
A corrida tem como objetivo promover valores como hospitalidade, solidariedade, integração social e convivência entre os povos, além de incentivar a prática de atividades físicas e a promoção da saúde. O evento é organizado pela Segunda Igreja Presbiteriana Independente de Maringá (2ª IPI) e pelo Instituto Sendas.
O convite para a participação de Ortuño na sessão foi feito pelo vereador Sidnei Telles, autor da lei que incluiu a Corrida das Nações no calendário oficial do município. O parlamentar destacou a tradição de acolhimento aos imigrantes em Maringá.
“Temos aqui uma construção de identidade maravilhosa. Hoje, porém, os imigrantes são outros. Encontramos pessoas refugiadas, que tiveram de fugir de suas pátrias por causa da guerra, da miséria e da perseguição. E Maringá continua se manifestando como um lugar de acolhida. Os imigrantes têm vindo para construir, junto conosco, uma cidade de destaque. Ao contrário da discriminação racial, da discriminação étnica e da discriminação contra os imigrantes, que ainda existem em muitos lugares, aqui vamos comprovando que todos somos irmãos”, afirmou o vereador.
O diretor-presidente do Instituto Sendas destacou que “ser refugiado não é uma escolha, mas acolher é uma escolha”.
“Maringá tem recebido pessoas de diversos lugares, que deixaram seus países de origem em razão de perseguições políticas, violência, crises humanitárias e problemas ambientais. Recebemos um grande grupo de venezuelanos vindos da região de fronteira em razão da situação humanitária vivida naquele país. Posteriormente, acolhemos principalmente mulheres e crianças que chegaram da Ucrânia em decorrência da guerra”, explicou.
Ortuño também relatou sua própria experiência como imigrante e ressaltou que o Instituto Sendas trabalha para promover a integração, garantindo que o refugiado seja protagonista de sua própria história.
“Eu, minha esposa e nossos dois filhos chegamos aqui com apenas quatro malas para cumprir uma missão. Essa missão só foi possível graças ao interesse e à disposição de muitas pessoas. Esse modelo de hospitalidade precisa ser replicado em todo o Brasil. Não importa de onde você vem; o importante é que todos os seres humanos merecem dignidade e amor fraternal”, destacou.
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